Geral | Aos Pais | Aos Surdos | Aos Profissionais | Cadastre-se O texto selecionado em LIBRAS

GREGOS E ROMANOS ATÉ A IDADE MÉDIA

FATOS RELATADOS NA HISTÓRIA

Na antiguidade chinesa os surdos eram lançados ao mar. Os gauleses os sacrificavam ao deus Teutates por ocasião da Festa do Agárico. Em Esparta os surdos eram jogados do alto dos rochedos. Em Atenas eram rejeitados e abandonados nas praças públicas ou nos campos.

Os surdos não eram considerados seres humanos competentes. Diziam que sem a fala não se desenvolveria o pensamento.Aristóteles falava que a linguagem era o que dava condição de humano ao indivíduo.

Para os Romanos, os surdos que não falavam não tinham direitos legais, não podiam fazer testamentos e precisavam de um curador para todos os seus negócios. Eram considerados incapazes de gerenciar seus atos, perdiam sua consição de ser humano e eram confundidos com o retardado.

A igreja católica até a Idade Média acreditava que os surdos não tinham almas, por isso, não poderiam ser considerados imortais porque esses cidadãos não podiam falar em sacramentos.

IDADE MODERNA

É na Espanha do século XVI que encontramos os primeiros educadores surdos.

Bartolo Della Marca D´Ancona - Advogado e escritor do século XIV faz a primeira alusão à possibilidade para que o surdo possa aprender por meio da Língua de Sinais ou Língua Oral.

Século XVI encontramos a primeira referência às distinção entre surdez e mutismo, no livro "De Inventione Dialéctica" de Rodolfo Agrícola (1528).

Girolamo Cardamo (1501-1576), médico italiano, declara que os surdos podiam e deviam receber uma instrução. Interessou-se pelo estudo do ouvido, nariz e cérebro porque seu filho era surdo.

Ponce de Léon (1520-1584) Monge benedetino (Onã, Espanha), considerado o primeiro professor de surdos na história e cujo trabalho serviu de base para diversos outros educadores surdos - o verdadeiro início da educação do surdo. Educava filhos de nobres que nasciam com problemas auditivos porque, se fossem os filhos primogênitos e não falassem, não receberiam a herança.>

Juan Pablo Bonet - Filólogo e soldado a serviço do rei se interessou pela educação de um surdo. Luis de Velasco, irmão do capitão-geral do exército. A família de Velasco tinha uma história de surdez familiar e Ponde de Leon foi responsável pela educação de alguns dos descendentes de Luis de Velasco. Sua família deve ter apresentado algumas das técnicas de trabalho de Leon, inclusive o alfabeto manual que usava Bonet se apropriou de alguns desses métodos. Em 1620 Bonetpublica "Reducion de las Letras Y Arte para Enseñar á Hablar los Mudos" em que o alfabeto manual era usado para ensinar a ler e a gramática era ensinada por meio da Língua de Sinais. É o primeiro livro sobre educação de surdos que consiste no aprendizado do alfabeto manual e da importância da intervenção precoce. Ele insistia em que as pessoas envolvidas com uma criança surda fossem capazes de utilizar o alfabeto manual.

Rodrigues Pereire (1715-1780) Tinha fluência na Língua de Sinais, mas defendia a oralização. Utilizava os sinais para instruções, explicações lexicais, conversações com alunos até que pudessem se comunicar oralmente ou pela escrita - nunca publicou seus métodos. Usava diariamente o alfabeto manual.

Outras pessoas que tiveram grande importância na história dos surdos neste período foram : Johann Conrad Amman, John Wallis, Thomas Braiswood, Abée de L' epée.

IDADE CONTEMPORÂNEA

1790 - Abbi Card é nomeado diretor do Instituto Nacional de Surdos-Mudos (Paris) no lugar de L' Eppe. publicou dois livros : uma gramática geral e um relato detalhado de como havia treinado Jean Massieu (surdo). Massieu se tornou um famoso professor e começara a enfrentar as acusações do oralismo alemão.

1814 - Jean Marc Gaspard Itard, médico cirurgião se tornara médico residente do Instituto Nacional de Surdos Mudos (Paris). Estudou com Philipe Pinel, seguindo os pensamentos do filósofo Condillac, para quem as sensações eram a base para o conhecimento humano e que reconhecia somente a experiência externa como fonte de conhecimento. Dentro desta concepção eras exigida a erradicação ou a "diminuição" da surdez para que o surdo tivesse acesso a este conhecimento. Para descobrir as causas visíveis da surdez, Itard :

1.Dissecou cadáveres de surdos

2.Aplicou cargas elétricas nos ouvidos dos surdos

3. Usou sanguessugas para provocar sangramentos

4. Furou as membranas timpânicas de alunos (um aluno morreu por este motivo)

5. Fraturou o crânio de alguns alunos

6. Infeccionou pontos atrás das orelhas dos surdos

Extraído de trabalho baseado na tese de doutorado "O Surdo, caminhos para uma nova identidade" de Maria Cecília de Moura





Copyright © 2010 | Política de Privacidade | E-mail | Contador de Acessos:

DHTML JavaScript Menu By Milonic